Alfredo Henrique

tenente rota evolução cerebral
tenente rota evolução cerebral · Imagem: Polícia Militar/Reprodução

Prontuário obtido pela coluna revela os bastidores da luta para salvar policial militar Pimentel, baleado na nuca em ataque atribuído ao PCC

Alvo do PCC, tenente da Rota segue na UTI após coração parar e 3 cirurgias - destaque galeria
Alvo do PCC, tenente da Rota segue na UTI após coração parar e 3 cirurgias - destaque galeria · Imagem: Source: www.metropoles.com

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Alvo do PCC, tenente da Rota segue na UTI após coração parar e 3 cirurgias - imagem 2
Alvo do PCC, tenente da Rota segue na UTI após coração parar e 3 cirurgias - imagem 2 · Imagem: Source: www.metropoles.com

14/10/2026 04:30

Homem preso suspeito de envolvimento no atentado contra o tenente Pimentel
Homem preso suspeito de envolvimento no atentado contra o tenente Pimentel · Imagem: Source: www.metropoles.com

Polícia Militar/Reprodução

Alvo do PCC, tenente da Rota segue na UTI após coração parar e 3 cirurgias - imagem 4
Alvo do PCC, tenente da Rota segue na UTI após coração parar e 3 cirurgias - imagem 4 · Imagem: Source: www.metropoles.com

O coração parou. Por 15 minutos, socorristas lutaram para reanimar o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, de 40 anos, baleado na nuca por criminosos em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Aquele seria apenas o primeiro capítulo de uma corrida contra o tempo que mobilizou mais de 20 médicos e levou o oficial das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) a três cirurgias em 13 dias.

Golias é o principal suspeito de atirar contra tenente da Rota
Golias é o principal suspeito de atirar contra tenente da Rota · Imagem: Source: www.metropoles.com

Mais de três meses depois, Pimentel continua internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), apesar de a equipe médica ter indicado, em 22 de setembro, que ele poderia deixar o setor. A coluna apurou que a falta de estrutura para internação domiciliar impede sua saída, prolongando o risco de contrair novas infecções hospitalares.

Ronickson Pimentel, tenente da Rota baleado na cabeça, e a esposa, Cintia Pimentel
Ronickson Pimentel, tenente da Rota baleado na cabeça, e a esposa, Cintia Pimentel · Imagem: Source: www.metropoles.com

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Imagem da matéria: Alvo do PCC, tenente da Rota segue na UTI após coração parar e 3 cirurgias
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Alvo do PCC, tenente da Rota segue na UTI após coração parar e 3 cirurgias
Alvo do PCC, tenente da Rota segue na UTI após coração parar e 3 cirurgias · Imagem: Source: www.metropoles.com

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Ronickson Pimentel, tenente da Rota baleado na cabeça, e a esposa, Cintia Pimentel

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Ronickson Pimentel dos Santos, tenente da Rota baleado. Irmão de Eloá Pimentel

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A batalha para salvar Pimentel, iniciada em 27 de junho, é revelada agora em primeira mão pela coluna, que teve acesso ao prontuário médico do policial. Os documentos detalham as cirurgias e as complicações enfrentadas pelo tenente no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, no ABC.

A coluna apurou que, nessa terça-feira (13/10), o policial apresentava quadro clínico estável. Sem sedação, ele abria os olhos espontaneamente, respirava com auxílio de aparelho conectado à traqueostomia e recebia alimentação por uma sonda no estômago. Seu quadro neurológico, porém, ainda é grave.

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Alta da UTI, mas sem home care

Em 22 de setembro, os médicos indicaram a saída de Pimentel da UTI. A coluna apurou que ele permanece internado porque ainda não foi viabilizada uma estrutura domiciliar capaz de garantir a assistência contínua considerada necessária à manutenção de sua vida.

Em 7 de outubro, um novo relatório médico classificou a internação domiciliar ininterrupta como imprescindível à manutenção da vida de Pimentel. Sem essa estrutura, o policial permanece na UTI, embora não tenha indicação clínica para continuar no setor.

A situação preocupa os médicos. Durante a internação, Pimentel enfrentou pneumonias, infecção urinária e infecção na corrente sanguínea provocadas por bactérias multirresistentes e fungos.

Atualmente, está sem febre ou antibióticos e não necessita de medicamentos para sustentar a pressão arterial desde 7 de setembro. Uma tomografia de 2 de outubro mostrou que a válvula cerebral funciona adequadamente e não há acúmulo anormal de líquido no cérebro.

Crânio aberto para aliviar pressão

O disparo atingiu o cerebelo, região responsável, entre outras funções, pelo equilíbrio e pela coordenação dos movimentos. A motivação para o atentado, atribuído ao Primeiro Comando da Capital (PCC), ainda não foi esclarecida.

Socorrido pelo helicóptero Águia, da Polícia Militar, Pimentel foi levado ao Hospital Estadual Mário Covas.

No mesmo dia, o neurocirurgião Celso Gomes Villafranca comandou uma operação de emergência para abrir parte do crânio e aliviar a pressão causada pelo inchaço cerebral.

Os médicos também instalaram um dreno e um monitor de pressão intracraniana. A cirurgia durou 2 horas e 55 minutos.

Em estado gravíssimo, o tenente permaneceu sedado e respirando com ajuda de aparelhos.

Nova cirurgia e infecção

Em 5 de julho, a neurocirurgiã Stephanie Borghi e sua equipe substituíram o sistema de drenagem cerebral e ajustaram o monitor de pressão. A intervenção durou 35 minutos.

Além da lesão provocada pelo tiro, os médicos precisaram combater uma infecção pulmonar com antibióticos.

O prontuário registra ainda medicamentos para sedação, controle da dor e prevenção de complicações neurológicas.

Terceira cirurgia

Em 9 de julho, Pimentel passou por uma traqueostomia, abertura no pescoço para facilitar a respiração assistida. A cirurgia durou 50 minutos, sem complicações registradas.

Ao todo, as três operações somaram 4 horas e 20 minutos.

O tenente havia sido atacado após sair de uma academia. A investigação aponta integrantes do PCC como responsáveis pela tentativa de assassinato, que desencadeou operações da Rota e deixou ao menos sete mortos.

Os registros médicos, encaminhados à Justiça em setembro, detalham a internação até 9 de julho. As informações sobre a evolução posterior do tenente foram apuradas em primeira mão pela coluna.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) vinha sendo questionada desde a semana passada sobre o estado de saúde do policial, mas não havia respondido até a conclusão da reportagem.